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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Presidentes dos clubes do Rio se unem para negociar direitos de TV

Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo reiteram que estão fora do formato de licitação do Clube dos 13, embora continuem filiados à entidade

Por Mariana KneippRio de Janeiro
Os presidentes dos quatro grandes clubes cariocas reafirmaram nesta quinta-feira que romperam com o Clube dos 13 por discordarem da forma como vinham sendo negociados os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012 a 2014. Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco decidiram formar um bloco e negociarão em conjunto com possíveis interessados, embora, oficialmente, continuem filiados ao C-13. Na última quarta, Corinthians e Coritiba também formalizaram que pretendem negociar os direitos fora do formato de licitação formulado pela entidade.
Clubes do RJ anunciam rompimento com o Clube dos 13 (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação)Roberto, Maurício, Patrícia e Peter: cariocas unidos nas negociações (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação)

O bloco de negociações dos cariocas será subdividido em duas áreas: jurídica e comercial. A segunda área ficará responsável por um estudo de audiência, incluindo pay-per-view e internet. Os números deste estudo irão nortear a divisão das cotas entre os quatro grandes. Todos sabem de antemão que o Flamengo terá direito a uma fatia maior, mas ninguém quis entrar em detalhes sobre valores ou percentuais.
- Estamos montando duas equipes técnicas. Uma jurídica, para dar embasamento às nossas ações, e uma comercial, econômica, para conversar com possíveis interessados nas negociações das transmissões. Nosso desejo é que nossa equipe procure as empresas interessadas e a gente entenda quais ofertas que teremos. Claro que temos alguns números na cabeça, alguns caminhos pelos quais devemos seguir, mas é óbvio que a gente precisa saber se o que a gente pensa é o que o nosso parceiro pensa também - afirmou o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção.
Peter Siemsen, presidente do Fluminense, não descartou a hipótese de rompimento definitivo com o Clube dos 13 no futuro.
- Estamos muito pragmáticos em relação a tudo isso. A questão é simples. Nós não concordamos com o formato da negociação do Clube dos 13. Não estamos aqui para levantar bandeira. Nesse momento, continuamos filiados. Mas nada impede que, no futuro, possamos rever essa decisão.
Patrícia Amorim reforçou que não faria sentido negociar sem a ajuda de outras grandes marcas.
- Para mim seria fácil negociar sozinha. Aparentemente, o Flamengo ficaria em uma situação muito confortável. Mas a essência do Clube dos 13 precisa ser mantida, que é a discussão dos problemas para encontrar as melhores soluções e o melhor formato.

Porta-voz do grupo, Maurício Assumpção liderou a coletiva realizada em um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ele abriu o evento lendo uma carta sobre a intenção do grupo, negando a hipótese de criação de uma nova liga.
- Não tem, por nossa parte, nenhum pensamento de formação de uma nova liga. Nós não rompemos com o Clube dos 13. Isso não é uma questão política, é apenas uma visão que tivemos sobre interesses comerciais similares. Nós temos aflições e temores e estamos com o mesmo problema para resolver. Mas não passa pela nossa cabeça a criação de liga A, B ou C nesse momento – discursou.
Roberto Dinamite disse que a torcida do Vasco ficará satisfeita com o resultado final das negociações.
- Nós estamos abertos ao diálogo e vamos discutir somente o que for melhor para o futebol do Rio. Estamos representando também os nossos torcedores e a força que eles têm

Adriano volta à Itália com um objetivo fixo: Flamengo em junho

Imperador passa mais um período de ‘licença’ no Rio com direito a polêmicas e histórias confusas

Por Eduardo PeixotoRio de Janeiro
adriano embarque (Foto: Eduardo Peixoto/Globoesporte.com)Adriano retorna à Itália com o Flamengo na cabeça
(Foto: Eduardo Peixoto/Globoesporte.com)
A temporada europeia ferve com as oitavas de final da Liga dos Campeões e rodadas decisivas nos campeonatos nacionais. Enquanto isso, Adriano encerrou na noite de quarta-feira o segundo período de “licença” no Rio de Janeiro em menos de dois meses. Tipoia no braço, um abraço de até breve nos amigos e o embarque para Roma de cara fechada ao lado do primo Rafael foram as últimas cenas de um jogador que está estafado da Europa e não vê a hora de retornar ao Flamengo. Na despedida, ele levantou a voz para dizer que não daria entrevista porque inventavam muitas coisas sobre a vida dele.
Reação repetida. Na última visita ao Rio de Janeiro teve comportamento semelhante. Adriano embarcaria dia 28 de dezembro, mas adiou algumas vezes, se esmerou nas desculpas e conseguiu ficar no Rio  até o dia 3 de janeiro. Saiu do aeroporto Tom Jobim avisando que voltaria ao Flamengo em junho. Quando desembarcou no saguão do Fiumicino, em Roma, voltou atrás e disse que a entrevista era inventada. Contudo, nas rodas de amigos ele admite o desejo.
Na festa de aniversário de 29 anos dele, quinta-feira passada, o próprio anfitrião avisou aos convidados que retornaria ao Rubro-Negro e traria na bagagem o zagueiro Juan. Para tal, será necessária uma estratégia de convencimento à diretoria e ao técnico Vanderlei Luxemburgo. A presidente Patrícia Amorim é maleável e, desde que haja compromisso com o profissionalismo pontuado por cláusulas contratuais, aceita conversar.
No entendimento do jogador não há nada que o seduza em Roma. Ele virou motivo de piada nos jornais, para os torcedores é apenas um fantasma no elenco e o novo treinador, Vicenzo Montella, não tem interesse na permanência dele. O contrato vai até 2013, mas há vontade das duas partes em abreviá-lo. Adriano está convencido de que não voltará a ser feliz na Europa. Nem o suporte familiar tem mais. A tentativa de reaproximação com Danielle, mãe de seus dois filhos (Adrianinho e Sophia) não deu certo e ele vive sozinho na capital italiana (amigos lhe fazem companhia em alguns períodos).
adriano embarque (Foto: Eduardo Peixoto/Globoesporte.com)Período de licença no Brasil foi marcado por polêmicas  (Foto: Eduardo Peixoto/Globoesporte.com)
Aos 29 anos, Adriano precisa voltar a campo. Ele não faz um gol em partida oficial desde a partida contra o Universidad de Chile, no dia 20 de maio de 2010. Sorte que a torcida do Flamengo não o esquece e canta “Thiago Neves tá aí, Adriano vai voltar...”. Mas no Rio a imagem dele também está desgastada. Até quem convive com o Imperador dá sinais de cansaço. A falta de compromisso e a vida desregrada afastaram muitas pessoas que o ajudaram na passagem pelo Flamengo.
As histórias inusitadas, curiosas, bizarras ficaram no folclore do Ninho do Urubu. Como, por exemplo, o dia em que Adriano levou uma dezena de jogadores rubro-negros para conhecer a Igreja da Penha pelo alto da Vila Cruzeiro. A estrada de acesso é a da Pedreira, a mesma que ficou famosa no mundo inteiro como rota de fuga de centenas de traficantes armados após a invasão das forças policiais.
Se os jogadores o adoram, as namoradas e esposas o consideram uma companhia nociva. Também pudera. As festas dele com mulheres-frutas e amigas até o sol raiar são conhecidas. Uma destas confraternizações aconteceu na favela da Chatuba e teve como protagonista a então noiva do astro.
Joanna Machado apareceu no local, danificou carros de outros jogadores, discutiu com Bruno e foi expulsa da comunidade por Adriano. Mas a ex-noiva ainda o incomoda. Os amigos contam que o Imperador ficou perturbado com a notícia de que ela posou nua. Interligam até o atraso dele na volta ao Roma à vontade de conferir o ensaio nas bancas.

Chopinho, Lei Seca e novo amigo.
Teoricamente, os 16 dias de recesso na Cidade Maravilhosa serviram para tratamento no ombro direito, mas todas as informações sobre o Imperador penderam para outro lado. Aquele da vida desregrada, recheada de noitadas e histórias confusas. A primeira aparição foi com uma caneca de chope na mão. Alegou que estava em momento de folga relaxando com amigos e parentes.
Dias depois, contudo, o chopinho relaxante o fez perder a carteira em uma blitz Lei Seca. O atacante preferiu não assoprar o bafômetro e teve o documento apreendido e recuperado semana passada graças a seu advogado, Diogo Souza.
Soube-se também que Falcão, vocalista do Rappa, estreitou laços com o Imperador. Curiosamente, a notícia precedeu um comunicado oficial da modelo Isabeli Fontana avisando que terminara com o cantor.
O último fato público de Adriano foi o atraso dele na volta à Itália. A passagem estava marcada para o dia 20, mas foi remarcada três vezes. Na terça-feira, ele chegou a ir ao aeroporto, fez check-in, mas disse que a conexão em Lisboa era muito demorada e voltou para casa. Embarcou no dia seguinte, mas com a passagem de volta comprada no seu planejamento: junho de 2011. E nem um mês a mais.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011


Fluminense já encara partida contra o Nacional-URU como decisão

Após tropeço na estreia na Libertadores, Berna ressalta urgência de triunfo diante do torcedor e cobra: ‘Todos têm que chamar a responsabilidade’

Por Cahê Mota e Thiago FernandesRio de Janeiro
Ricardo Berna no treino do Fluminense (Foto: Agência Photocâmera)Berna evita comentários pessimistas sobre o jogo
contra o Nacional (Foto: Agência Photocâmera)
É apenas o segundo jogo do Fluminense na Taça Libertadores da América, mas o compromisso diante do Nacional de Montevidéu, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Engenhão, pela segunda rodada do Grupo 3, já é visto como decisivo nas Laranjeiras. Eliminado na semifinal da Taça Guanabara pelo Boavista e vindo de um empate em casa na estreia na competição continental, o Tricolor sabe que um novo tropeço deixará o clima pesado no clube, além de complicar a situação na luta por uma vaga nas oitavas de final.
Com os dois últimos jogos da fase de classificação marcados para fora de casa (contra Nacional e Argentinos Juniors), o Flu vê mais do que nunca como obrigação fazer o chamado dever de casa. Para isso, Ricardo Berna ressalta a importância do compromisso diante dos uruguaios e cobra o retorno do poder de decisão da equipe campeã brasileira.
- Seria ruim para nossas ambições na Libertadores (um novo tropeço). Não podemos perder pontos em casa. Temos que ter a consciência de que é um jogo importante e que pode definir nosso futuro na competição. Todos têm que chamar a responsabilidade. É nesse momento que o jogador tem que aparecer - comentou o goleiro.
Para o duelo com o Nacional, porém, o Tricolor não contará com aquele que tem sido seu principal jogador na temporada: Fred, que tem um edema na panturrilha esquerda. Seu companheiro de ataque, Rafael Moura, com um problema na região lombar, é dúvida. O goleiro, por sua vez, evita comentários pessimistas sobre a “bruxa” que ronda as Laranjeiras, e garante confiar nos companheiros de elenco:
- Saber que não vamos poder contar com todos é ruim. Mas talvez vamos perder com um ganhar com outro. Às vezes sai um jogador mais de área e entra outro mais veloz...
Com um ponto, o Fluminense é o vice-líder do Grupo 3 da Libertadores, ao lado do Argentinos Juniors. O América do México, que venceu o Nacional por 2 a 0 na estreia, está na ponta.

Grêmio embarca com 56 torcedores a Barranquilla

Voo fretado parte para a Colômbia na manhã desta terça-feira

Por Eduardo CecconiPorto Alegre
Não haverá espaço para silêncios ou desânimo no voo do Grêmio rumo à colombiana Barranquilla. Como no avião fretado sobraram vagas, foram comercializados pacotes especiais para sócios e torcedores do clube. Resultado: com os jogadores, seguem viagem 56 torcedores.
torcedores do Grêmio no embarque para Barranquilla (Foto: Eduardo Cecconi / GLOBOESPORTE.COM)Torcedores do Grêmio agurdam embarque para Barranquilla (Foto: Eduardo Cecconi/GLOBOESPORTE.COM)
Alguns deles levam as faixas que vão ornar as arquibancadas destinadas aos visitantes no Estádio Metropolitano de Barranquilla, e também os instrumentos musicais que marcarão o ritmo dos cânticos tricolores. Às 23h45m de quinta, o Grêmio enfrenta o Junior Barranquilla-COL, pela segunda rodada do Grupo 2 da Taça Libertadores.
O voo está marcado para as 9h30m desta terça-feira, saindo de Porto Alegre, com escala técnica em Manaus, e chegada prevista para as 17h40m (horário de Brasília). Jogadores e torcedores retornam na manhã de sexta.

Estudo e mistério são as armas do Comercial-PI contra o Palmeiras

Em Teresina, equipe do interior piauiense mostra conhecer todas as qualidades - e defeitos - do adversário desta quarta. Time ainda é indefinido

Por Diego RibeiroDireto de Teresina, PI
Se o Palmeiras diz desconhecer o Comercial-PI, a recíproca está longe de ser verdadeira. Nesta segunda-feira, a equipe do interior do Piauí chegou em Teresina bem preparado para enfrentar o Verdão na quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no estádio Albertão. Os jogadores estão repletos de informações sobre o adversário desde que a tabela da Copa do Brasil foi divulgada, já que o técnico Aníbal Lemos exibiu vídeos detalhados de jogos da equipe paulista.
Comercial-PI treino (Foto: Diego Ribeiro/ GLOBOESPORTE.COM)Aníbal Lemos (de amarelo) orienta time em finalizações (Foto: Diego Ribeiro/ GLOBOESPORTE.COM)
O goleiro Herivelton, um dos mais experientes do elenco, reconheceu a importância dessa prática. No treino desta segunda, no campo da AABB (o Albertão foi vetado para treinos), o time treinou muitas finalizações de fora da área para surpreender a forte defesa palmeirense. Em nove jogos na temporada, o Verdão levou apenas três gols.
- Vimos o vídeo do jogo contra o Mogi Mirim (empate por 0 a 0 no domingo), o time é líder do Paulista e tem muitas jogadas em velocidade pelas laterais, temos de ter muita atenção com isso. Fora o Kleber, que faz a diferença - afirmou Herivelton.
Além do estudo detalhado, o técnico Aníbal Lemos aposta no mistério para surpreender o Verdão. No gol, por exemplo, nem o próprio Herivelton sabe se joga. Maiores definições só devem aparecer após o treino desta terça. E a equipe vem treinando junta desde o início do ano, sendo testada apenas em amistosos. O Campeonato Piauiense só começa em abril.
Certeza só mesmo no ataque: Zé Rodrigues, autor de 15 gols na campanha do Piauiense de 2010, vestirá a camisa 9 e será a esperança de um golzinho para o time de Campo Maior. Até o presidente Francisco Wilson mostra ter plena confiança no craque do time.
- É o nosso artilheiro, mostrou isso no campeonato passado. Confio nele para tentar um bom resultado contra o Palmeiras - destacou Wilson.
 

Para Zico, Bebeto e Andrade, foi feita justiça com o tetra do Fla em 1987

'Acabou a encheção de saco para a torcida e o clube', afirma o Galinho, que sempre se sentiu tetra. Bebeto cobra: 'Falta entregarem Taça das Bolinhas'

Por Eduardo Peixoto e Márcio MaráRio de Janeiro
Um deu o passe. O outro, chegou na frente do goleiro para tocar a bola no fundo das redes. O terceiro, líder daquele grupo, levantou a taça. Andrade, Bebeto e Zico, personagens principais do então tetra brasileiro de 1987 que o Flamengo conquistou ao derrotar o Internacional por 1 a 0 no Maracanã,  já se consideravam campeões. Mesmo assim, não esconderam a satisfação e o alívio com a decisão da CBF de tornar oficial o que já era comemorado nas arquibancadas e reconhecido pela imprensa. Agora, a preocupação é com o destino do troféu mais famoso dos últimos anos.
Para mim, não alterou em nada. Sempre me considerei tetracampeão"
Zico
- Quem oferece a taça tem que resolver isso. Engraçado é que, uma semana depois que a entregaram para o São Paulo, tomaram essa decisão. Para mim, não alterou em nada, sempre me considerei tetra, o título foi conquistado dentro de campo. Mas para o clube e para a torcida, foi bom, para parar com essa encheção de saco. O que lamento muito é a atitude feia do São Paulo de querer levar a taça no grito. Ninguém fala que o São Paulo não ganhou cinco títulos. Só que ganhou depois do Flamengo. E o Sport acabou levando o título de graça - lembrou Zico.
O regulamento da CBF estabelecia que o primeiro clube com cinco Brasileiros seria o dono definitivo da Taça das Bolinhas. Como o de 1987 não era reconhecido pela entidade, o troféu acabou sendo entregue ao clube paulista pela Caixa Econômica Federal. A história toda serviu de exemplo para Zico em suas palestras Brasil afora. Ele usava o fato de o clube campeão do módulo principal (chamado de verde) ser obrigado a decidir o Brasileiro com o campeão do módulo da Série B (chamado de amarelo) como história de português no futebol brasileiro.
bebeto andrade  zico 1987 flamengo (Foto: Agência Globo)Bebeto, Andrade e Zico: tetracampeões com o Flamengo em 1987 (Foto: Agência Globo)
- E isso foi feito mudando-se o regulamento. Depois, aquela farsa do Sport e Guarani nos pênaltis... Aquilo envergonhava a gente. Ganhamos o título no campo. Sofri bastante naquele período, me machuquei contra o Santa Cruz. Nos quatro últimos jogos, contra o Atlético-MG e o Inter, o joelho inchava no segundo tempo. No dia seguinte à decisão, fui parar na sala de cirurgia. Ganhamos dentro do campo jogando bola, o Brasil inteiro reconheceu - disse o Galinho, que era o capitão e grande líder da equipe e, mesmo sem estar 100% bem fisicamente, foi decisivo na reta final da competição..
Como a Caixa  foi entregar a taça para o
São Paulo?"
Bebeto
Quem fez o gol do título de 1987, no entanto, foi Bebeto, Ainda surpreso com a notícia - "É verdade mesmo, acabou essa novela chata?", repetia -, ele disse que soube da notícia ainda em casa, enquanto recebia a visita de Júnior Baiano, outro campeão brasileiro (em 1992) pelo Flamengo.
- Rapaz, eu sempre me considerava campeão... Só no Brasil acontece uma coisa dessas, onde já se viu? Aquele título foi conquistado no campo, e só quem estava naquele grupo sabe o sacrifício que tivemos de ganhar o campeonato. Agora, temos que comemorar bastante. Acho que o clube deveria fazer uma festa reunindo os campeões, sei lá, alguma coisa. Estou muito feliz. Só falta entregarem a Taça das Bolinhas para o Flamengo. Como é que a Caixa Econômica entregou-a para o São Paulo? - afirmou, num misto de felicidade e indignação, Bebeto.
time Flamengo campeão brasileiro 1987 (Foto: Sebastião Marinho / Ag. O Globo)No tetra brasileiro do Flamengo de 1987, cinco formaram base do Brasil tetra mundial em 1994: Leonardo, Jorginho, Bebeto e Zinho estão na foto. Aldair é o único ausente  (Foto: Sebastião Marinho / Ag. O Globo)
Antes de entrar para uma reunião, o agora deputado estadual, eufórico ao telefone, fez uma viagem no tempo para recordar-se dos grandes momentos da conquista. Bebeto.considera o Brasileiro de 1987 um dos títulos mais importantes de sua carreira. Naquele tetra do Flamengo, lembrou bem o ex-jogador, havia cinco jogadores que mais tarde ajudariam o Brasil a conquistar o tão sonhado tetracampeonato mundial.
- Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e eu estávamos naquele time. Quer mais? Ainda tinha o Zé Carlos, o Leandro, o Renato, que vivia fase maravilhosa, e o Zico, meu ídolo. Foi muito importante conquistar um Brasileiro jogando com ele. Lembro muito bem que foi do Zico que recebi o primeiro abraço que recebi assim que o juiz apitou o fim de jogo. Foi muito emocionante. Jamais vou me esquecer disso. Ganhar um título desses pelo Flamengo do lado do Zico foi demais pra mim.
Eles tiveram
bom senso e reconheceram o sacrifício de uma geração vitoriosa"
Andrade
Os duelos contra o Atlético-MG foram considerados por muitos como mais emocinantes até do que os das finais contra o Colorado. Mas para Bebeto, os jogos contra o Inter no Beira-Rio e no Maracanã foram mais especiais.
- Olha, eu fiz gols nas duas partidas, no empate lá - 1 a 1 - e na vitória por 1 a 0. Lá eu marquei de cabeça. No Rio, foi aquele lançamento lindo do Andrade. Não foi fácil chegar na frente do Taffarel para tocar na bola. Choveu naquele dia. Mas um dos momentos mais especiais foi a bicicleta que eu dei no Beira-Rio. Foi no travessão. Se aquela bola entra...
Autor do passe para o gol decisivo de Bebeto, o hexacampeão Andrade - foi penta como jogador,  ganhando quatro pelo Flamengo e um pelo Vasco, e campeão como técnico, pelo Rubro-Negro, recentemente, em 2009 - também ficou feliz com a decisão tomada pela CBF.
- Tiveram bom senso e reconheceram todos os sacrifícios de uma geração vitoriosa. Nunca tive dúvidas de que o Flamengo foi o campeão de 1987. Mas não sei por que reconheceram só agora, uma semana depois de entregarem a Taça de Bolinhas ao São Paulo.

Salve a Amazonia