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segunda-feira, 30 de maio de 2011



Em tarde de Ribinha, Icasa vence o Vitória no Romeirão

Camisa 10 do Verdão do Cariri comanda as ações e time cearense conquista sua primeira vitória na Série B

Por GLOBOESPORTE.COMJuazeiro do Norte, CE
Enquanto os olhares do mundo estavam voltados para a decisão da Champions, em Wembley, as torcidas de Icasa e Vitória destinavam suas atenções ao confronto entre as duas equipes no estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte. Enquanto Messi brilhava em solo inglês, Ribinha mostrava, no interior cearense, quem era "o cara" do dia. Com dois belos gols do meia, o Icasa venceu o Rubro-negro baiano por 3 a 1. E Ribinha ainda construiu a jogada do terceiro gol cearense.
Comandando o meio campo do Icasa, o camisa 10 do Verdão do Cariri precisou de apenas um tempo para mostrar muita categoria e se tornar decisivo para o primeiro triunfo do time cearense na Série B. O Vitória mostrou falhas pontuais e sofreu com a falta de entrosamento entre os estreantes, principalmente no primeiro tempo. Na etapa final, o vice-campeão baiano cresceu em campo, mas não conseguiu igualar o marcador e no final, ainda levou mais um.
O Vitória volta a jogar na próxima sexta-feira, contra o Guarani, no estádio Barradão, em Salvador, às 21h. No sábado, o Icasa visita a Ponte Preta, no Moises Lucarelli, às 16h20m.
Ribinha brilha e Icasa derruba o novo Vitória
jogadores do Icasa comemoram gol vitória-BA (Foto: Agência Futura Press)Ribinha (no centro) comandou o Icasa no triunfo
sobre o Vitória no Romeirão (Foto: Ag. Futura Press)
O novo Vitória do estreante Geninho entrou em campo nervoso e logo aos cinco minutos sofreu o primeiro gol. A defesa do Vitória saiu jogando mal e Ribinha acertou um belo chute de fora da área e abriu o placar para o time cearense.
O Icasa mostrou-se muito perigoso nos contragolpes. Enquanto isso, o Vitória sofreu bastante com a falta de entrosamento. O Rubro-negro só chegou com perigo quando os jogadores com mais tempo de casa passaram a construir boas tramas. Em um desses lances, Nino Paraíba levantou na área e Neto Baiano perdeu uma chance incrível de igualar o marcador. A bola do camisa 9 bateu caprichosamente no travessão.
Depois disso, Ribinha voltou a ser o nome do jogo. A bela caneta aplicada em Léo foi só um aviso. Aos 39, o meia acertou mais um chute de longa distância. Outra vez, sem chances para Douglas. A bola entrou no ângulo esquerdo da meta rubro-negra. Um golaço.
Do banco de reservas, Geninho gritava desesperadamente tentando arrumar a casa e prevendo o pior. Do outro lado, o treinador Dado Cavalcanti era o reflexo do time verde. Tranquilo e ciente das ações.
O segundo tempo começou com o treinador rubro-negro mudando o esquema tático. Geninho sacou o zagueiro Maurício e colocou o meio campo Jérson, saindo do 3-5-2 para o 4-4-2. A mudança adiantou e o Leão baiano cresceu. Logo nos primeiro minutos Geovanni diminuiu e colocou o Vitória no jogo. O time baiano cresceu na partida e esteve perto de conseguir o empate. Geovanni cobrou falta com extrema categoria e Pitol fez milagre.
Quando o rubro-negro parecia perto de chegar a um resultado importante, entrou em cena, mais uma vez, o homem da tarde, Ribinha. Inspirado, o camisa 10 puxou um ataque rápido do Verdão do Cariri e bateu cruzado da entrada da área. O zagueiro Reniê tentou cortar e acabou jogando contra o próprio patrimônio, marcando o terceiro do Icasa e matando a partida.
No jogo que marcou a estreia da Era Geninho, o nome a ser lembrado será do meia de chute certeiro e contragolpes rápidos, Ribinha.
 
ICASA 3 X 1 VITÓRIA
Marcelo Pitol, Everelado, Diogo, Janilson; Wanderson Cafu, Ramon, Vinicius Freitas, Elielton,Ribinha (Marino);  Fábio Lopes (Diego Palhinha) e MarcianoDouglas; Maurício (Jérson), Reniê, Léo Fortunato; Nino, Uelliton, Xuxa (Marcelo), Geovanni e Leo; Rildo e Neto Baiano
Técnico:  Dado CavalcantiTécnico: Geninho
Gols: Ribinha (Icasa) aos 5 e 39 do primeiro tempo, Geovanni (Vitória), 1, Reniê (contra - Icasa) aos 37do segundo tempo
Cartões amarelos: Ramon (Icasa) e Xuxa (Vitória)
Local: Estádio Romeirão
Data: 28/05/2011
Árbitro: Suelson Medeiros (RN)
Assistentes: Flávio Barroca (RN) e José Sobrinho (RN)

Fla vacila no fim, Bahia aproveita e arranca empate em Salvador

Em Pituaçu, Tricolor fica duas vezes na frente, Rubro-Negro vira, mas Jobson garante o primeiro ponto dos baianos no Campeonato Brasileiro

Por Eric Luis Carvalho e Richard SouzaSalvador
Noventa minutos não bastaram para apontar um vencedor. Neste domingo, Bahia e Flamengo se reencontraram na Primeira Divisão depois de quase oito anos e fizeram um confronto marcado por erros, gols e equilíbrio. Depois de ficar duas vezes em desvantagem no placar, o Rubro-Negro virou a partida no segundo tempo, dominou o adversário, mas permitiu a igualdade no fim, quase nos acréscimos. O atacante Jobson, autor de dois gols, marcou aos 44 minutos, decretando o placar de 3 a 3.
O resultado pune a equipe de Vanderlei Luxemburgo, que esteve muito perto de conquistar a segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro. O Flamengo chega a quatro pontos e perde a chance de se igualar a Corinthians, Atlético-MG, Vasco e São Paulo, que venceram seus dois jogos.
Ao Bahia, resta o consolo de voltar a conquistar um ponto na Série A. Depois de sete anos longe da elite, o Tricolor demonstrou raça para evitar a derrota diante de mais de 30 mil torcedores eufóricos.
As equipes voltam a jogar no próximo domingo. O Bahia visita o Grêmio, no Olímpico, em Porto Alegre, às 16h. No mesmo horário, o Flamengo recebe o Corinthians, no Engenhão. Este jogo vai marcar a despedida do meia Petkovic.
‘Bahêa’ sem freio
Muitos e muitos dias de saudade sem ver o Bahia jogar em Salvador numa partida da Primeira Divisão. Pituaçu foi o ponto de encontro da turma tricolor. Gente empolgada, alegre, nervosa. Um tal de senta e levanta sem fim nas arquibancadas. Contra o Flamengo, o Esquadrão de Aço teve pressa para soltar um grito preso há sete anos, guardado lá no fundo da garganta, desde o rebaixamento em 2003. Coube a Lulinha inflamar o estádio antes dos 20 minutos. Gol com participação do atacante Souza, ex-rubro-negro. Foi ele quem ajeitou a bola dentro da área para o meia bater de esquerda. Na comemoração, os jogadores imitaram o 'bonde sem freio', coreografia que ficou famosa com os cariocas. Primeiro gol do ex-corintiano no novo clube.
ronaldinho gaucho flamengo bahia (Foto: Eduardo Martins / Agência Estado)Ronaldinho fez o primeiro gol do Flamengo na Bahia (Foto: Eduardo Martins / Agência Estado)
Foi um Flamengo com mais vontade do que qualidade. Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho custaram a se encontrar, criaram pouco, mas batalharam. A equipe errou passes curtos, deu chances de contra-ataque ao adversário e demorou para encaixar seu melhor jogo. O setor direito era a melhor saída. Por lá, Galhardo, substituto do machucado Léo Moura, foi acionado e chegou pelo menos três vezes com perigo. Foi dele o cruzamento rasteiro para Ronaldinho completar de pé esquerdo. O empate em pouco mais de dez minutos silenciou os donos da casa.
Lulinha pela direita, Jobson na esquerda e Souza centralizado. Galhardo e Welinton sofreram com os ataques do ex-botafoguense. Jobson perturbou com dribles e arrancadas, sempre muito ágil, arisco. Num contra-ataque oriundo de uma falta mal cobrada por Ronaldinho, o Bahia voltou a abrir vantagem. Lulinha avançou pela direita e cruzou rasteiro. Jobson, feito uma flecha, aproveitou: 2 a 1, e bonde outra vez formado. Primeiro dele pela equipe.
Mesmo com o time na frente, os tricolores chiaram no fim do primeiro tempo. Cleber Welington Abade foi para o vestiário sob gritos de "ladrão". Motivo: Galhardo puxou a camisa e derrubou Ávine dentro da área quando o placar marcava 1 a 0. O árbitro nada marcou. 
Fla vira, mas Jobson empata
Da esquerda para a direita, da direta para a esquerda. Trocar pressa por paciência fez bem ao Flamengo. O time de Luxemburgo girou a bola, esperou a hora certa de investir, de ser preciso. Foi assim que Thiago Neves encontrou Bottinelli do lado esquerdo da área sem qualquer marcação. O passe ainda passou por Wanderley, que por sorte não conseguiu dominar. Chute colocado de "El Pollo" para empatar o confronto outra vez, antes dos dez minutos.
O torcedor do Bahia sentiu. O time também. Os contra-ataques não funcionavam mais com a mesma eficiência. Jobson caiu pelos lados do campo, mas sempre acompanhado de perto por Welinton e David. Depois de um primeiro tempo instável, a zaga rubro-negra se posicionou melhor. Egídio e Galhardo também diminuíram espaços nas alas. René Simões trocou o lateral-direito Gabriel por Marcos para dar força ao setor, recolocar Lulinha no jogo, mas a tentativa foi frustrada. O Bahia continuava convidando o Flamengo para entrar no seu campo.
Fernando 'entrega o ouro'
A mudança de Luxa funcionou bem melhor. O técnico trocou a vontade de Wanderley pela velocidade de Diego Maurício. Em poucos minutos em campo, o garoto fez a diferença no gol da virada. Acionado por Bottinelli, Drogbinha cruzou na medida para Egídio. O lateral-esquerdo, que deve dar lugar a Junior Cesar na próxima rodada, acertou um bonito chute de primeira. Virada com dois gols em menos de 20 minutos.
Sem força, o Bahia ainda teve Helder expulso ao levar o segundo amarelo após falta em Bottinelli. Muitos tricolores deixaram o estádio antes do apito final. Quem saiu, perdeu. Diferentemente da primeira mudança, quando colocou Diego Maurício, Luxemburgo deu azar ao lançar Fernando no lugar de Willians, com câimbras, e Jean, no de Galhardo. O volante saiu jogando errado e armou o contragolpe do Bahia. Maranhão acionou Jobson, que dominou no lado esquerdo da área e soltou uma bomba de canhota para empatar: 3 a 3, aos 44. Gol para dar um pouquinho de graça ao reencontro que os tricolores tanto esperavam. Gol que deixou o empate com gosto de derrota para os rubro-negros.
BAHIA 3 X 3 FLAMENGO
Omar, Gabriel (Marcos), Titi, Thiego e Ávine; Marcone, Fahel, Helder e Lulinha (Maranhão); Souza (Rafael) e Jobson.Felipe, Galhardo (Jean), Welinton, David e Egídio; Willians (Fernando), Renato, Bottinelli e Thiago Neves; Ronaldinho e Wanderley (Diego Maurício).
Técnico: René Simões.Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Lulinha, aos 16, Ronaldinho, aos 29, Jobson, 36 do primeiro tempo. Bottinelli, aos nove, Egídio, aos 27, e Jobson, aos 44 do segundo tempo.
Público pagante: 32.157. Renda: R$ 815.460,00
Cartões amarelos: Helder, Marcone,  Ávine e Jobson (Bahia); Egídio (Flamengo). Cartão vermelho: Helder (Bahia).
Estádio: Pituaçu, em Salvador. Data: 29/05/2011. Árbitro: Cleber Welington Abade (SP). Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gasse (ambos de SP).

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