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segunda-feira, 1 de novembro de 2010


Dilma Rousseff é a primeira mulher eleita presidente do Brasil

Com 99,99% dos votos apurados, ela obteve 56,05% dos votos válidos.
Engajamento do presidente Lula impulsionou campanha da candidata.

Do G1, em Brasília e em São Paulo
Dilma Vana Rousseff (PT), 62 anos, foi eleita neste domingo (31) a primeira mulher presidente do Brasil. Com 92,53% dos votos apurados, às 20h04, o Tribunal Superior Eleitoral informou que a petista tinha 55,43% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) e não podia mais ser alcançada por José Serra (PSDB), que, até o mesmo horário, totalizava 44,57% - confira os números da votação.
Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória da candidata do PT. Na manhã desta segunda-feira (1º), com 99,99% dos votos apurados, Dilma acumulava 56,05% dos votos válidos (55.752.092 votos) e José Serra, 43,95% (43.710.422).
Na campanha eleitoral, Dilma contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na pesquisa Datafolha do último dia 27, aavaliação positiva do governo alcançava 83%.
Lula participou de vários comícios e declarou repetidamente o apoio à candidata, o que inclusive rendeu a ele multas por propaganda eleitoral antecipada.
Antes da deflagração da campanha, o presidente também se empenhou em montar uma grande aliança política, que, além da adesão de aliados históricos do PT, como PSB e PC do B, incluiu o PMDB, um dos maiores partidos do país.
Veja no vídeo ao lado o anúncio na TV Globo da vitória de Dilma Rousseff
O PMDB indicou o vice de Dilma, o deputado federal Michel Temer, presidente da Câmara. Nos últimos dias da campanha do primeiro turno, Lula chegou a dizer que esteve em mais eventos do que quando ele próprio foi candidato e disputou a reeleição, em 2006.

No segundo turno, a aliança contava com 11 partidos: PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC,PTN e PP, o último a anunciar apoio.
Biografia
A presidente eleita nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte (MG). Durante o regime militar, integrou organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada.
No Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Filiou-se ao PT em 2001. Formada em economia, Dilma foi secretária de estado no Rio Grande do Sul.
Como ministra da Casa Civil, Dilma assumiu a gerência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um dos carros-chefe do governo. Foi apelidada por Lula de 'mãe do PAC’.
Na Casa Civil, ela sucedeu, em 2005, José Dirceu, homem forte do governo, que deixou o cargo atingido pelo escândalo do mensalão, em que parlamentares teriam recebido dinheiro para votar a favor de projetos do governo – ele sempre negou participação no suposto esquema.
No governo, Dilma também ocupou o cargo de ministra das Minas e Energia. Quando Lula se elegeu presidente para o primeiro mandato, sucedendo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ela participou da equipe que formulou o plano de governo do PT na área energética e do governo de transição.
Antes de tornar-se candidata, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, que havia descoberto em abril de 2009 a partir de um nódulo na axila esquerda, em um exame de rotina, em fase inicial.
Dilma concluiu o tratamento de radioterapia e disse estar curada. Ela chegou a raspar o cabelo devido às sessões de quimioterapia, o que a fez usar peruca durante sete meses. Boletim médico de agosto deste ano indicou que o estado de saúde da presidente eleita é considerado “excelente”.
Evolução nas pesquisas
Em fevereiro deste ano, o instituto de pesquisa Ibope apontou Dilma com 25% das intenções de voto contra 36% de seu principal adversário, José Serra.
Após o início oficial da campanha eleitoral, quando ela passou a ter a imagem colada à do presidente Lula, a candidatura decolou. No fim de agosto, ela atingiu 51% das intenções de voto contra 27% do tucano, o que indicava uma vitória no primeiro turno para a petista.
Em setembro, duas denúncias atingiram a campanha da petista. No começo do mês, foi divulgado um esquema de vazamento de dados sigilosos na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. Veronica Serra, filha do principal adversário de Dilma, teve o imposto de renda acessado. A oposição culpou a campanha de Dilma pelo fato, mas ela negou relação e defendeu investigações sobre o assunto.

Duas semanas depois, às vésperas da votação em primeiro turno, surgiu uma nova denúncia: foram divulgadas suspeitas de tráfico de influência na Casa Civil, antes comandada por Dilma Rousseff.
Sua sucessora, Erenice Guerra, indicada por Dilma, foi o alvo principal das acusações. Umempresário disse que o filho de Erenice cobrou propina para intermediar um contrato e indicou que o dinheiro iria para campanha da petista. Ela negou que houvesse vínculo entre as supostas irregularidades e sua campanha.

Após os escândalos, Dilma chegou a oscilar negativamente nas pesquisas de intenção de voto. Os episódios foram usados pela campanha do adversário José Serra. Se, no começo do horário eleitoral, Serra usou imagem de Lula na televisão e chegou a utilizar o nome do presidente em um jingle, o tucano passou a relembrar fatos críticos para o PT, como o escândalo do mensalão.
Figura importante do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quase não apareceu na campanha de Serra. Na reta final, o PSDB colocou na internet vídeos com ataques a Dilma.

Durante toda a campanha, a estratégia de Dilma foi afirmar que, caso eleita, daria continuidade ao governo do presidente Lula. Ela propôs ampliar programas que se tornaram populares no atual governo, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Prouni.
Como propostas de governo, Dilma registrou no TSE, de início, um documento polêmico.
Veja no vídeo ao lado como foi a campanha de Dilma Rousseff
Aprovado em convenção do Partido dos Trabalhadores, o documento previa tributação de grandes fortunas, fim da criminalização de movimentos sociais, defesa da jornada de trabalho de 40 horas e combate ao monopólio dos meios de comunicação.
No mesmo dia, o programa foi trocadopor um mais ameno, exatamente o mesmo, mas sem os trechos que provocaram questionamentos.

Aborto

A polêmica sobre o aborto foi convertida em tema central da campanha durante o segundo turno, ocupando espaço em debates e na propaganda dos candidatos. A campanha petista acusou os adversários de promoverem uma campanha de difamação contra Dilma.
A petista reafirmou ser pessoalmente contra o aborto, mas defendeu que o tema seja encarado como questão de saúde pública. Bispos se manifestaram contra candidatos favoráveis ao aborto e panfletos contra o PT pagos pela Diocese de Guarulhos chegaram a ser apreendidos pela Justiça Eleitoral. Na semana da eleição, Bento XVI reafirmou o direito dos líderes católicos emitirem juízos morais em questões políticas.
Em busca dos quase 20 milhões de votos obtidos por Marina Silva no primeiro turno, a petista apresentou 13 compromissos de sua política ambiental. Oficialmente, o PV declarou neutralidade, embora representantes do partido tenham participado de ato em apoio a Dilma. Em outro evento no segundo turno, a presidente eleita também recebeu apoio de um grupo de artistas e intelectuais, entre eles Chico Buarque e o teólogo Leonardo Boff.
A seis dias do segundo turno, a candidata apresentou um documento com 13 “compromissos programáticos”, que chamou de diretrizes de governo. Os 13 itens são: fortalecer a democracia política e econômica; expansão do emprego e renda; projeto que assegure sustentável transformação produtiva; defender o meio ambiente; erradicar a pobreza absoluta; atenção especial aos trabalhadores; garantir educação para a igualdade social; transformar o Brasil em potência tecnologia; garantir a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS); prover habitação e vida digna aos brasileiros; valorizar a cultura nacional; combater o crime organizado; e defender a soberania nacional.

Cristiano Ronaldo bate recorde no Real e diz que vive fase fenomenal

Atacante português supera Puskas, Pruden e Alday

Por GLOBOESPORTE.COMMadri, Espanha
cristiano ronaldo di maria marcelo real madrid gol herculesCristiano festeja boa fase (Foto: agência AP)
Com 13 gols nos últimos noves jogos do Real Madrid, o atacante Cristiano Ronaldo vem sendo o diferencial da equipe merengue, líder isolada do Campeonato Espanhol e a um ponto de se garantir nas oitavas de final da Liga dos Campeões. Além de ajudar a equipe, o gajo também bate recordes.
Segundo o site oficial do Real, o português se tornou o primeiro jogador nos 108 anos de história do clube a balançar as redes dez vezes em quatro partidas consecutivas. Anteriormente, apenas Puskas (nos anos 60), Pruden e Alday (nos anos 40) chegaram perto, anotando nove vezes em quatro duelos seguidos. E, sem papas na língua, Cristiano reconhece o bom desempenho.
- Estou em uma fase fenomenal e feliz com tudo que vem acontecendo - afirmou Cristiano, em entrevista ao jornal “The Sun”.
Na próxima quarta-feira, o camisa 7 é o grande trunfo do Real para o duelo contra o Milan pela quarta rodada do Grupo G da Champions. O GLOBOESPORTE.COM transmite o jogão ao vivo a partir das 17h20 (de Brasília).
 

Tricampeão Muricy espera conquistar seu Brasileiro 'mais difícil'

Para treinador, desfalques e a adaptação dos times aos pontos corridos tornaram o título um feito ainda mais complicado de ser alcançado

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
Muricy Ramalho no FluminenseMuricy lembra que o Flu se mantém na briga apesar
das baixas (Foto: Wallace Teixeira/Photocamera)
Muricy Ramalho é o treinador com mais títulos de Campeonatos Brasileiros desde que a competição passou a ser disputada em pontos corridos, em 2003. Tricampeão nacional pelo São Paulo em 2006/2007/2008, o treinador afirma que uma possível quarta conquista em 2010, pelo Fluminense, terá uma particularidade: terá sido a mais difícil de ser obtida.
- Com certeza, se conquistar o título neste ano, será o mais difícil de todos. Está sendo realmente muito complicado o que estamos passando. Mesmo com todas as baixas, nos mantivemos em primeiro - afirmou, segundo o site oficial do Flu.
Para o treinador do atual líder do Brasileirão, os clubes se acostumaram a disputar um torneio em que todos enfrentam todos, em jogos de ida e volta. Tornando assim a competição mais equilibrada.
- De 2003 para cá, (os clubes) aprenderam a jogar por pontos corridos. O Cruzeiro foi o primeiro vencedor e ganhou fácil. Aos poucos todos foram aprendendo como jogar, a necessidade de se preparar antes, ter plantel e não apenas um time. No último título que ganhei pelo São Paulo, só conquistamos na última rodada. No ano passado também foi assim - afirmou.
Fora os concorrentes, Muricy tem enfrentado a dificuldade extra de ter que montar uma equipe competitiva mesmo com a ausência de jogadores importantes por lesão durante boa parte do torneio.
Além dos atacantes Fred e Emerson, que se machucaram novamente na partida em que estavam voltando ao time - contra Santos e Botafogo, respectivamente -, o meia Deco, principal contratação do time para o Brasileiro, também luta contra lesões. O goleiro Fernando Henrique e o volante Diogo também estão fora do time.

sábado, 30 de outubro de 2010


Prédio desaba no Centro do Rio, dizem bombeiros

Há vítimas no local, segundo a corporação.
Edifício seria residencial, de três andares.

Do G1 RJ
Um prédio de três andares desabou na manhã deste sábado (30) na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro. De acordo com informações iniciais dos bombeiros, o edifício é residencial, e fica na Rua Laura de Araújo.

De acordo com bombeiros, há vítimas no local, mas não há informações sobre o número de feridos.
 

Salve a Amazonia